@dr_benigno

Quem precisa de cirurgia robótica para tratar o câncer de próstata?

Nas fases iniciais do desenvolvimento da cirurgia de próstata minimamente invasiva, ninguém usava o termo cirurgia robótica como opção viável de tratamento.
A razão para isso eram as barreiras tecnológicas e o número limitado de centros com cirurgiões habilitados para a realização de procedimentos laparoscópicos - aquele onde o cirurgião usa pequenos orifícios na parede abdominal para introdução de finas pinças e uma micro câmera, para realização de procedimentos cirúrgicos. 
Com a evolução tecnológica presenciamos o surgimento de uma plataforma robótica usada para a manipulação mecânica das pinças e da micro câmera, que passou a fornecer imagens tridimensionais durante a cirurgia e reproduzir os movimentos da mão do cirurgião.
Com esse sistema, o cirurgião é capaz de controlar, a partir de um console na sala de operação, os braços mecânicos e o controle de imagens do campo operatório.
Outro benefício do método, é a possibilidade da visualização ampliada das estruturas anatômicas, favorecendo uma manipulação mais delicada dos tecidos.
Assim, é importante que você entenda que quando falamos em cirurgia robótica, estamos nos referindo apenas a um equipamento que favorece ao cirurgião uma visão ampliada do campo operatório, possibilitando o trabalho em espaços pequenos onde a mão humana encontraria limitações.
Em outras palavras, é a realização da mesma cirurgia, pelo mesmo cirurgião mas com equipamentos mais delicados e precisos.
Diversos estudos médicos nos últimos anos vem tentando estabelecer uma comparação entre os métodos de cirurgia aberta tradicional e os novos métodos de cirurgias minimamente invasiva.
Os resultados desses estudos são por vezes controversos e nem sempre deixam claro qual o ganho, do ponto de vista do paciente, da incorporação de novas tecnologias na prática cirúrgica.
Mesmo com a ausência de estudos médicos comprovando o real benefício da cirurgia robótica, nas últimas duas décadas presenciamos uma grande adoção desses procedimentos em países desenvolvidos.
Nos Estados Unidos, cerca de 90% de todas as cirurgias para o tratamento do câncer de próstata são realizadas atualmente pelo método robótico.
No Brasil, a ampla adoção do procedimento esbarra em dois fatores principalmente.
O número pequeno de especialistas habilitados a operar o sistema robótico, assim como os custos elevados do tratamento, que na maioria das vezes, não tem cobertura pelos planos de saúde complementar ou o sistema público. 
Embora a discussão sobre a superioridade ou não dos sistemas de cirurgia robótica ainda não tenha data para acabar, a realidade é que o método já é amplamente adotado e testado na vida real por profissionais com experiência, em instituições de respeito.
Na prática, os procedimentos minimamente invasivos proporcionam menor sangramento durante a cirurgia, menor tempo de internação hospitalar, menor necessidade de medicações analgésicas, menor tempo de utilização de sonda, recuperação mais rápida do controle da micção, assim como a retomada antecipada da capacidade de ereção.
Importante deixar claro que nem todos os pacientes experimentam por completo os benefícios descritos anteriormente. 
Sua recuperação também é influenciada por fatores como: extensão da doença ao diagnóstico, grau de comprometimento de estruturas ao redor da próstata (esfíncter urinário e nervos da ereção), assim como outros problemas de saúde que interferem na recuperação, como diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo. 
Eu espero que essas informações tenham sido úteis para você se manter mais informado sobre o câncer de próstata.

Obrigado e até a próxima.
Para saber mais visite:
www.consulteumurologista.com

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